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SUMMARY:Documentário: “Os Kaffeepflücker no Brasil: Rastros de uma tragédia histórica na Turíngia”
DESCRIPTION:\n\nDocumentário: “Os Kaffeepflücker no Brasil: Rastros de uma tragédia histórica na Turíngia”\nVenha assistir conosco o documentário:\n“Os Kaffeepflücker no Brasil: Rastros de uma tragédia histórica na Turíngia” – https://youtu.be/OSaHvqH1-P4 ( https://youtu.be/OSaHvqH1-P4 ) Legendado, 70min\nDia: 13 de maio de 2023 – Sábado\n📌 Local: Igreja Luterana Segunda Linha, Águas Mornas/SC – https://goo.gl/maps/SntxUv7qhuTazu3d9 ( https://goo.gl/maps/SntxUv7qhuTazu3d9 )\n▶️ Programação:\n➡️ 17h | Culto/Recepção na igreja\n➡️ 18h | Exibição do documentário acima mencionado e solenidades afins\n➡️ Após o filme, haverá um espaço para conversas sobre o documentário e confraternização com carreteiro.\n.\nContaremos com a visita dos pesquisadores alemães, Dieter Lange e Hans-Günther Schneider, dos produtores do filme, Gerald Backhaus e Sven Klöpper, além das autoridades políticas da cidade de Böhlen, Estado da Turíngia, na Alemanha.\n—\nGravado em 2019, o documentário retrata a história e a cultura de um grupo de descendentes germânicos que vive no interior de Santa Catarina, principalmente nos municípios de Águas Mornas e São Pedro de Alcântara. Sua história remonta à metade do século XIX, onde, 154 imigrantes, após extrema necessidade, foram difamados como rebeldes e, consequentemente, obrigados a saírem de suas cidades – notadamente Böhlen – pelas forças das elites locais. Foram “excluídos”, ou seja, “forçadamente retirados” de Böhlen e tiveram como destino o Brasil. Foi em 1852; faz 171 anos.\n.\nTransportados em navios e semi-escravizados em plantações de café do interior do Rio de Janeiro – Fazenda Santa Rosa e Fazenda Santa Justa –, passaram a ser conhecidos como colhedores de café – em alemão, “Kaffeepflücker” – após parte do grupo, no início da década de 1860, conseguir romper e migrar para a Colônia Santa Isabel, em Santa Catarina, onde se instalaram sobretudo na Segunda Linha. Uma verdadeira tragédia histórica na Turíngia que, aos poucos, vai sendo revelada.\n.\nEstigmatizados pela história, esconderam suas origens em meio a outros imigrantes germânicos da Colônia Santa Isabel, mas mantiveram o uso de dialetos da Turíngia, o que possibilitou a redescoberta da ligação desse grupo com sua região de origem, a partir de pesquisas históricas que iniciaram nos anos 90 e seguem gerando desdobramentos.\n.\nHoje diversos sobrenomes podem ser relacionados aos Kaffeepflücker:\nArnold, Behring, Bergmann, Bourdot, Bratfisch, Ebert, Eger, Ehrhardt, Enter, Grossmann, Henklein, Jacobi, Kaiser, Köhler, Lutz, Männchen, Metzger, Müller, Neubauer, Sperber, Rauche, Saar, Schneider, Seidler, Staubel, Truppel, Uhlmann, Wenzel, Werlich, entre outros.\nObs.: 1 – Nem todos imigrantes com passagem pelas fazendas de Café no Sudeste são de origem Turíngia;\n2 – nem todos os imigrantes turíngios são procedentes de Böhlen; 3 – entre o grupo originário de Böhlen, nem todos foram “excluídos” e/ou “forçosamente retirados da Alemanha”.\n—\nREPRESENTANTES DA PREFEITURA DA CIDADE DE GROßBREITENBACH E DA LOCALIDADE DE BÖHLEN, NA TURÍNGIA, ALEMANHA, que visitarão a localidade de Segunda Linha, no dia 13.05.2023, sábado, para a exibição do documentário: “Os Kaffeepflücker no Brasil: Rastros de uma tragédia histórica na Turíngia”:\n– Prefeito da Landgemeinde Stadt Großbreitenbach, Sr. Peter Grimm;\n– Prefeito local de Böhlen, Sr. Marco Grundler e esposa;\n– Vereadora, cronista local e genealogista de Böhlen, Sra. Kathleen Grossmann;\n– Documentarista da Câmara Municipal de Großbreitenbach, Sr. Markus Hoffmann;\n– Diretor e documentarista, Sr. Gerald Backhaus, Berlim;\n– Cinegrafista, Sr. Sven Klöper, Berlim;\n– Cronista local, Sr. Hans-Günter Schneider, Blauer Anker e. V. Böhlen;\n– Cronista local, genealogista e museólogo, Sr. Dieter Lange/Schanz, Blauer Anker e. V. e Vielfensterhaus Verein Böhlen.\n—\nOs imigrantes que chegaram ao Brasil em 1852, por efeitos da Revolução Industrial, tendo uma passagem pelos cafezais do Rio de Janeiro, onde também sofreram as consequências do modelo escravagista brasileiro, eram oriundos da cidade de Böhlen, na Turíngia. Hoje ainda os seus descendentes – na localidade de Segunda Linha, Águas Mornas-SC e municípios vizinhos – mantém vivo o dialeto, que atualmente está praticamente extinto na Alemanha. A mencionada Segunda Linha integrava a Colônia Alemã Santa Isabel, fundada em 1847.\n—\nConsiderando o contexto histórico do Século XIX na Alemanha e, especialmente na cidade de Böhlen, foi efetuado pública e oficialmente um pedido de desculpas aos descendentes dos imigrantes, em nome da cidade e da paróquia luterana de Böhlen, em 01.12.2019 em solenidade realizada na Segunda Linha. Para conhecimento segue:\nTEOR DO PEDIDO DE PERDÃO DA CIDADE DE BÖHLEN AOS DESCENDENTES DOS IMIGRANTES, Tradução de Ricardo Werlich\nNota de Esclarecimento\nComo efeito da movimentação social do ano de 1851, foram estigmatizados e criminalizados diversos moradores da cidade de Böhlen, de modo que, no dia 8 de março de 1852, 154 desses moradores foram tirados a força de seus lares.\nNa época, com a união de “trono e altar”, os representantes de igreja e do governo, os representantes da política e da igreja cometeram uma grande injustiça há 167 anos e tomaram sobre si uma grande culpa.\nEssa culpa dos nossos antepassados causam grande pressão em nossos departamentos. E desperta em nós um grande desejo por esclarecimento e reconciliação junto dos seus descendentes. Cidade e comunidade apoiam o contato com vocês de todo o coração.\nPara alcançar o perdão para com aqueles cidadãos que foram forçadamente retirados da Alemanha, pedimos o perdão a Deus. Para a paz com os nossos descendentes podemos e queremos fazer algo.\nGroßbreitenbach, Böhlen. 03/10/2019\nAssinam:\nPeter Grimm, o Prefeito Municipal\nFred Klemm, o Pastor Evangélico\n—\nPOR ONDE ANDAM OS DESCENDENTES DOS “KAFFEEPFLÜCKER”?\nSegundo o Pastor Nelso Weingärtner, “os descendentes dos Kaffeepflücker hoje estão presentes em grande número na região que abrange 12 paróquias (luteranas) do Sínodo Centro Sul Catarinense: Santa Isabel, Rancho Queimado, Angelina, Taquaras, Alfredo Wagner, Leoberto Leal, Imbuia, Petrolândia, Rio Antinhas, Ituporanga, Agrolândia e Braço do Trombudo. Também encontrei descendentes dos excluídos de Böhlen espalhados em muitos outros lugares de Santa Catarina, do Paraná e da Rondônia e ao longo da Transamazônica no Pará”, escreveu o Pastor Nelso. Fonte: Os excluídos de Böhlen em Schwarzburg. Disponível em: https://www.luteranos.com.br/textos/os-excluidos-de-bohlen-em-schwarzburg ( https://www.luteranos.com.br/textos/os-excluidos-de-bohlen-em-schwarzburg )\n—\nPARA SABER MAIS SOBRE OS “KAFFEEPFLÜCKER”:\n“Os Kaffeepflücker: da Turíngia para Santa Isabel”, artigo de autoria do Dr. Carlos Steiner\nhttp://tonijochem.com.br/artigos-paginas-da-colonizacao/midias/imagens/5.-Os-Kaffeepfl%C3%BCcker—da-Tur%C3%ADngia-para-Santa-Isabel.16652777751.pdf ( http://tonijochem.com.br/artigos-paginas-da-colonizacao/midias/imagens/5.-Os-Kaffeepfl%C3%BCcker---da-Tur%C3%ADngia-para-Santa-Isabel.16652777751.pdf )\n.\nA imigração forçada dos “Kaffeepflücker”: razões e vestígios da tragédia de Böhlen de 1852, artigo de autoria de André Fabiano Voigt, Dieter Lange, Hans-Günter Schneider e Ricardo Werlich\nhttps://www.aguasmornas.sc.gov.br/cms/pagina/ver/codMapaItem/168668 ( https://www.aguasmornas.sc.gov.br/cms/pagina/ver/codMapaItem/168668 )\n.\nCartas de imigrantes como fonte para o historiador: Rio de Janeiro – Turíngia (1852-1853), artigo de autoria da Dra. Débora Bendocchi Alves\nhttps://www.scielo.br/j/rbh/a/qWYPRWc6Wn33pZMLxG856QK/?format=pdf&amp;lang=pt ( https://www.scielo.br/j/rbh/a/qWYPRWc6Wn33pZMLxG856QK/?format=pdf&amp;lang=pt )\n.\nPROJETO “PÁGINAS DA COLONIZAÇÃO” – 175 ANOS DE FUNDAÇÃO DA COLÔNIA ALEMÃ SANTA ISABEL 1847-2022:\nhttp://tonijochem.com.br/artigos-paginas-da-colonizacao/ ( http://tonijochem.com.br/artigos-paginas-da-colonizacao/ )\n
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